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18.6.10

Saramago vive!




Adoro esse vídeo! Foi logo após a primeira vez que o Saramago viu o "Ensaino pela Cegueira" do Fernando Merelles. Saramago sim fará falta!




Pensar, pensar

Junho 18, 2010 por Fundação José Saramago
Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.


http://caderno.josesaramago.org/

1.8.09

Lembrei!

Comentei outro dia sobre uma comunidade de troca de livros que soube há alguns anos atrás. Pois é, lembrei do seu nome: bookcrossing.

A idéia é que o livro não tenha um proprietário. Uma vez registrado, o livro é abandonado em um lugar público com as indicações que pertence à essa comunidade (incluindo o site). Quem encontrá-lo, adere à essa e, após ler a obra, abandonará novamente em um lugar público. Dando continuidade ao processo.

Também é possível buscar obras e pesquisar onde serão abandonadas, para que tente capturá-las.

Enfim, uma boa ideia!

p.s: Atualmente, no Rio, 29 obras estão transitando.


20.7.09

Swing de livros

Li sobre o site Trocando Livros em um blog. Nele, é possível procurar livros de interesse e compartilhar aqueles que não são mais por meio da web e dos correios.

Lembrei logo de que, quando estava na faculdade, um professor encontrou um livro em um cafeteria no interior da Inglaterra. Na obra, havia uma indicação de que aquele livro não possuía um proprietário e que sua finalidade era rodar o mundo nas mãos de várias pessoas. Assim, cada um que achasse o leria e, quando o terminasse, o largaria em um lugar público para que outro leitor o encontrasse. Não lembro o nome, mas busquei na net e não mais ecnontrei sobre o assunto. Sei que era sucesso no mundo inteiro.

É claro que as pessoas lá na faculdade de história adoraram a ideia de compatilhar o privado! (eu tb)


25.8.08

and the winer is...

Sem champagne do Ziraldo, a cadeira de Machado foi para Luiz Paulo Horta. Ele é crítico musical.

13.8.08

Machado para adultos!

Está aberta a temporada de caça. Me refiro às eleições para Academia Brasileira de Letras. Desta vez, após a morte de Zélia Gattai, a candidatura é recorde, 22 candidatos, e para nada mais, nada menos, a cadeira mais nobre da casa, a de Machado de Assis, também fundador da Academia.

Diferenciando das atuais leis eleitorais, em que não é mais possível distribuir ‘presentinhos’, o processo eleitoral na Academia é sustentado por jantares e reuniões regadas, onde os candidatos fazem a campanha, adoçando a boca dos eleitores. Uns apontam até serem injustiçados por morarem longe do circuito intelectual, ficando à parte da ‘boca livre’, mas não deixam de se candidatar.

E para isso, não é tão complicado. Ser brasileiro e ter, ao menos, um livro publicado. Assim, o derrière intelectual poderá sentir o "quentinho" que Machado deixou por ali. Mas isso não justifica tamanha gama de candidatos. Interessante é constatar a não inibição para se lançar ao posto. Contrariando a minha intuição e aposta na candidatura do "intelectual"-piadista, Soares, a cadeira VIP conta com poucos nomes conhecidos (com exceção de Ziraldo).

Dentre os candidatos, um, de apenas 38 anos, outro, com apenas 1 livro publicado e garantindo ter “50 na gaveta”. Mas considerando quantidade, não é possível deixar de notar o candidato com mais publicações, são 400. E não pára ai, ele assina como Catherine Renoir, Christiane Flaubert ou mesmo William Parkinson, porém isso contraria o que está registrado na sua identidade, Felisbelo da Silva. Estranho imaginar, no período Contemporâneo, quem não se estapeasse por uma assinatura, uma autoria, segundo ele,“ é para vender”, “nomes japoneses” não atraem no mercado onde ‘seus livros habitam’. Autor de ‘literatura adulta’, vem inovar porém, não contraria regras. Garante que, o fato de estarem proibidos para os menores de 18 anos, não o proíbe de se candidatar. Além disso, Graciliano Ramos publicou apenas 6 livros, ora bolas!

fonte: Revista Piauí, agosto de 2008