18.2.08

fala que eu te escuto!

Dinâmica estranha essa. Se paga, se paga bem, se paga beirando ao exagero do que consideramos, por assim dizer, custo-benefício. E para que? Para ouvir, ouvir experiências, conselhos, dicas... Estranho... Até porque, como vovó já dizia: "Conselho, se fosse bom, se vendia!"

Mas aqui, no mundo de hoje, isso tem outro nome. E também conta com outros personagens. Por exemplo, os relatantes passam cada vez mais longe do que chamamos de conduta social. Uma coisa é o depoimento de vida de um camelô ou de um ex-mendigo que, mesmo passando longe da norma culta da língua portuguesa, são exemplos de superação. Outra coisa, são outros exemplos que aqui tentarei explicar. São pessoas que acreditam que são exemplos de luta e motivação, mas se apoiando em brechas do sistema judiciário brasileiro. Melhor dizendo, aquelas que, acredito eu, escaparam ou foram muito levemente punidas pelos seus crimes e hoje se gabam e enriquecem ao darem palestras em que expõem o quão espertinhas foram e como pagaram pouco por isso.

Quero deixar claro aqui a minha não intenção de julgar o já julgado, mas admito um lado de repúdio diante a esperteza de alguns. Como 'Dona Maria' não é exemplo e um ex-traficante, que passou 6 dias na prisão, pode ser? Por que? Porque sua família é mais nobre? Porque um playboyzinho que vende 'balinhas' não se compara a um João Ninguém que mora no morro e distribui cocaína aqui embaixo. Esta é minha crítica! Eu denomino estes casos do mesmo modo, assim como o Aurélio, que não me desmente, não se trata de um neologismo!

Mas o que não dá para entender também é a perspectiva oposta, aqueles que pagam 'mils' para serem ouvintes de casos em que 'a esperteza supera a lei', em que 'o pensamento positivo' o privilegia de outro quaisquer cidadão. Grandes ensinamentos esses!

foto: "palhaço" cedido pelo tio google

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